ONU alerta para avanço do aquecimento global e cobra medidas mais rigorosas

Relatório aponta que compromissos atuais dos países são insuficientes para conter a elevação da temperatura do planeta

O mundo precisa reduzir em 18% as emissões de gases de efeito estufa até 2030 para conter o avanço do aquecimento global. No entanto, os compromissos atuais dos países preveem cortes de apenas 5% a 8% no mesmo período. O alerta consta de um relatório que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgou nesta quarta-feira (21).

Segundo o documento, a diferença entre as metas e as medidas necessárias ameaça os objetivos do Acordo de Paris. O tratado, firmado em 2015, busca manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C, com esforços para limitá-lo a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.

Além disso, a ONU aponta que o planeta poderá registrar um aquecimento de 2,6°C neste século, mesmo que os países cumpram todos os compromissos climáticos anunciados. Caso mantenham apenas as políticas atuais, a temperatura poderá subir 2,8°C.

Para reduzir os riscos, os cientistas defendem cortes mais profundos nas emissões. A recomendação prevê uma redução de 45% até 2035 e de 69% até 2040, sempre em comparação com os níveis de 2025.

Por outro lado, o relatório reconhece avanços na expansão das energias renováveis e na adoção de políticas ambientais. Entretanto, essas iniciativas ainda não avançam na velocidade necessária para frear o aquecimento.

O cenário também amplia a pressão sobre os governos para acelerar a transição energética. Segundo a ONU, medidas mais rigorosas podem limitar o aumento da temperatura a cerca de 1,7°C a 1,8°C em meados do século. Com esforços adicionais, o planeta ainda teria a possibilidade de retornar ao patamar de 1,5°C até 2100.

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