Como agir diante de tempestades e enchentes? Novo guia traz orientações de segurança

O órgão lançou o Guia para Diálogos Autogestionados, publicação que reúne orientações para ajudar vítimas de eventos climáticos extremos.

Foto: Agência Brasil -

Preparar as comunidades para prevenir riscos e enfrentar eventos climáticos extremos é o objetivo de uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

O órgão lançou o Guia para Diálogos Autogestionados, publicação que reúne orientações para vítimas de eventos extremos.

O objetivo é ajudar moradores de bairros, assentamentos, aldeias, quilombos, escolas e outros espaços coletivos a se organizar diante de situações de emergência.

O material apresenta protocolos de educação ambiental voltados à prevenção e à resposta a fenômenos meteorológicos de grande impacto.

Com linguagem simples e recursos visuais, o guia mostra como as comunidades podem se preparar e agir antes, durante e depois de eventos extremos.

A proposta é estimular a organização local e respeitar as particularidades de cada território.

Por isso, as orientações não devem ser aplicadas como um modelo único, mas adaptadas às condições sociais, ambientais e culturais de cada comunidade.

Protocolos

O diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA Marcos Sorrentino, diz que essa não é uma receita pronta e acabada.

“O documento traz protocolos que devem ser adaptados pelas pessoas à sua realidade, em bairros, assentamentos, aldeias, quilombos, escolas e coletivos”, explica.

Segundo ele, o guia tem caráter preventivo e educativo e busca apoiar a elaboração de planos de proteção coletiva, levando em conta os desafios e as capacidades de cada grupo.

Organização

A publicação está dividida em temas que facilitam o diálogo e a construção coletiva de estratégias de proteção.

Entre os assuntos estão o diagnóstico do território e os conceitos e princípios da educação ambiental.

Foram abordados também a importância dos protocolos, a identificação dos atores envolvidos e as etapas necessárias para elaborar os planos.

Na prática, as comunidades são orientadas a reconhecer os principais riscos existentes em seu entorno e estabelecer medidas para situações de emergência.

Isso inclui identificar rotas de fuga, pontos de encontro e locais seguros para abrigo, além de mapear pessoas e grupos que possam precisar de atenção especial.

O guia também recomenda levantar os serviços públicos e as instituições que devem ser acionados em caso de necessidade.

A intenção é fortalecer a capacidade de resposta coletiva e facilitar a tomada de decisões quando ocorrer uma situação de risco.

Debates internacionais

As diretrizes foram apresentadas inicialmente em agosto, durante a COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

O evento foi realizado na Mongólia, e em um encontro promovido na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo.

A publicação também está prevista na programação de debates da COP31 da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) na Turquia, entre 9 e 20 de novembro.

Outro espaço de discussão será o X Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, em Brasília, de 23 a 28 de novembro, quando está previsto o lançamento oficial do material.

Participação

O guia permanece aberto a contribuições de moradores, instituições públicas e organizações da sociedade civil interessadas em aperfeiçoar as orientações.

As sugestões podem ser enviadas por meio dos QR Codes disponíveis ao longo da publicação.

Dessa forma, o MMA busca ampliar a participação social e reunir experiências que ajudem a tornar os protocolos cada vez mais próximos da realidade dos territórios.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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