
O Equador apresentou anos de trabalho técnico, engajamento do setor privado e diálogo público em um único caminho para a ação climática baseada no mercado.
O país com isso tem um roteiro nacional para mercados de carbono. O marco ocorre quando os países se se preparam para COP 31 na Turquia.
Certamente voltará à pauta nessa conferência a cooperação nos mercados de carbono sob o Acordo de Paris.
Acordo de Paris
Esses resultados veem sendo construídos desde 2017, quando o Ministério do Meio Ambiente trabalha com os Instrumentos Colaborativos para Ação Climática Ambiciosa (CiACA).
Então a ação foi implementada por meio do Centro Regional de Colaboração para a América Latina da ONU em Mudanças Climáticas (RCC América Latina) com apoio do Governo da Alemanha.
O Panamá foi avançando gradualmente e passou de avaliações iniciais das opções de precificação de carbono.
Também apresentou um programa envolvendo empresas para medir e compensar suas emissões, para um roteiro nacional vinculado a Artigo 6 do Acordo de Paris.
Mais recentemente fez um projeto de Decreto Executivo para estabelecer um Sistema Nacional de Mercado de Carbono.
Consulta nacional
O último passo foi dado a partir de uma consulta nacional, que ajudou a definir as políticas ideias.
Estavam envolvidos nessas ações governo, empresas, academia, povos indígenas e sociedade civi.
Participaram em torno de 300 partes interessadas de mais de 50 organizações, que participaram de 12 workshops em sete províncias.
Isso fortaleceu a apropriação do quadro e a prontidão para se envolver nos mercados internacionais de carbono.
Anos de trabalho contínuo
O processo se baseou em anos de trabalho com o setor privado: por meio do Reduce Tu Huella – Corporativo.
Foram mais de 200 organizações, que se registraram para medir e reduzir suas emissões, e 20 se comprometeram com a neutralidade de carbono até 2050.
Javier Martinez, chefe do Departamento de Mitigação da Diretoria de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MiAMBIENTE), destacou que iniciativas como a CiACA atendem a necessidades reais, adaptadas ao país.
Para outros países da América Central e América Latina que ponderam instrumentos semelhantes, a experiência do Panamá oferece uma referência prática.
A partir dela, os mercados de carbono não podem ser construídos da noite para o dia.
A prontidão depende tanto das instituições, do conhecimento e da confiança quanto do design dos próprios mecanismos.
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Fonte: United Nations Framework Convention on Climate Change
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