CNSB vai transformar debates em relatório, livro e pipelines técnicos

Conferência prevê gravação, transcrição e organização dos painéis, Grupos de Trabalho e Jornada Científica para produzir materiais técnicos que possam orientar projetos, pesquisas e políticas públicas

A Conferência Nacional Sustentabilidade Brasil 2026 (CNSB 2026) vai além dos debates realizados durante o evento. A proposta é transformar as falas, ideias e diagnósticos apresentados em materiais que possam ser consultados e usados depois da conferência por pesquisadores, gestores públicos, instituições, organizações sociais, empresas e comunidades.

Segundo o site oficial da CNSB 2026, os painéis, os Grupos de Trabalho e a Jornada Científica serão gravados, transcritos e organizados. Isso significa que as discussões não ficarão restritas ao momento do evento. O conteúdo será reunido e sistematizado para dar origem a documentos técnicos, publicações e propostas de ação.

Entre as entregas previstas estão um Relatório Técnico Integrado, carteiras técnicas de projetos elaboradas a partir dos Grupos de Trabalho e um livro com artigos selecionados da Jornada Científica. A publicação será feita em coparticipação com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

Na prática, a conferência pretende transformar debate em documento. A ideia é organizar o que for discutido em formatos mais objetivos, com diagnóstico, propostas, caminhos possíveis, instituições envolvidas e próximos passos. Com isso, os temas tratados na CNSB podem continuar gerando efeitos depois do encerramento da programação.

As carteiras técnicas de projetos funcionam como um conjunto organizado de propostas que saem dos Grupos de Trabalho. Em vez de apresentar apenas ideias gerais, esses materiais devem reunir informações que ajudem a transformar as discussões em projetos mais estruturados, com indicação de problemas, soluções possíveis, formas de execução e alternativas de financiamento.

No Espírito Santo, os Grupos de Trabalho da CNSB 2026 trataram de temas como financiamento de projetos de povos tradicionais, carbono azul em manguezais, redução de emissões na cadeia produtiva e integração entre Caatinga e carbono azul. Cada grupo teve a missão de discutir problemas concretos e apontar caminhos que possam orientar ações futuras.

A Jornada Científica também faz parte dessa estratégia. Ela funciona como o braço acadêmico da conferência e reúne artigos sobre sustentabilidade, mudanças climáticas, finanças verdes, biomas e territórios. Os trabalhos passam por avaliação, são apresentados durante a programação e os melhores serão reunidos em livro.

O novo ciclo da Jornada Científica prevê submissão de artigos até 13 de julho, resultado dos trabalhos aceitos em 20 de agosto e apresentação pública nos dias 27 e 28 de outubro, na Ufes, em Vitória. Os eixos temáticos incluem cidades e costa resiliente, transição energética justa, biomas como infraestrutura climática e financiamento e carbono.

A experiência da edição anterior serve de base para o modelo deste ano. Em 2025, os anais da Jornada Científica foram publicados em parceria com a Ufes e o IJSN, reunindo artigos selecionados da primeira edição da conferência. Para 2026, a proposta é ampliar esse legado, aproximando produção científica, conhecimento dos territórios e tomada de decisão.

A CNSB 2026 será realizada em etapas nacionais, com atividades no Espírito Santo, no Rio Grande do Norte e na Paraíba. O encerramento nacional está previsto para os dias 27 e 28 de outubro, na Ufes, em Vitória, com palestra, painéis técnicos e apresentação pública dos Grupos de Trabalho e dos artigos selecionados da Jornada Científica.

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