Mapeamento nacional identifica áreas prioritárias para combate aos incêndios florestais

Dados enviados por 16 estados e pelo Distrito Federal ajudam a organizar equipes e recursos diante dos riscos associados ao El Niño

Dezessete unidades da Federação já indicaram ao governo federal suas áreas prioritárias para prevenção e combate aos incêndios florestais. O levantamento reúne informações de 16 estados e do Distrito Federal e ajuda a organizar equipes, equipamentos e recursos para o período de maior risco de ocorrências.

As unidades que enviaram os dados representam 63% do país. Participam do mapeamento Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) pretende reunir informações de todo o país para ampliar o planejamento integrado. A inclusão das demais unidades permitirá identificar territórios que exigem mais atenção, lacunas na cobertura e possíveis sobreposições entre os órgãos que atuam na prevenção e no combate ao fogo.

O levantamento segue uma recomendação do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif). O documento orienta estados e Distrito Federal a definir áreas prioritárias e adotar medidas de preparação para enfrentar os incêndios florestais.

El Niño entra no planejamento

O planejamento considera o cenário climático previsto para os próximos meses e os riscos associados ao El Niño. A Casa Civil realiza reuniões com prefeitos e representantes de governos estaduais nas cinco regiões brasileiras para discutir as medidas necessárias.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirma que a articulação busca preparar os territórios para os efeitos do fenômeno.

“O objetivo é levar informações sobre a evolução do El Niño, os riscos associados e as medidas que precisam ser adotadas para enfrentar os desafios que teremos pela frente, especialmente nas ações de prevenção e controle dos incêndios florestais”, diz Capobianco.

Segundo o ministro, a cooperação envolve governos, sociedade civil, empresas e proprietários rurais. A legislação atribui responsabilidades a todos esses setores, com prioridade para medidas que impeçam o início e a propagação do fogo.

O conhecimento acumulado pelos estados também ajuda o governo federal a adaptar as ações às características de cada território.

“Quando reunimos esses dados em um planejamento nacional, conseguimos antecipar riscos, direcionar recursos e organizar uma resposta mais rápida e eficiente aos possíveis efeitos do El Niño”, afirma.

Planos de manejo

A recomendação do Comif também orienta as unidades da Federação a elaborar e aprovar os Planos de Manejo Integrado do Fogo. Os documentos devem reunir medidas de prevenção, preparação e combate de acordo com as características ambientais, sociais e territoriais de cada região.

Os planos fazem parte da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída pela Lei nº 14.944 de 2024. A legislação define diretrizes para a atuação da União, dos estados, do Distrito Federal, dos municípios, do setor privado e da sociedade civil.

Presidido pelo MMA, o Comif articula esses diferentes setores e propõe medidas para reduzir a ocorrência e os impactos dos incêndios. O comitê também acompanha os efeitos do fogo sobre os ecossistemas, a saúde pública, a fauna, a flora, o uso da terra e o clima.

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