
O Brasil se prepara para sediar a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, mais conhecida como COP30, um dos maiores eventos globais dedicados às negociações sobre mudanças climáticas. Marcada para ocorrer entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, a conferência será realizada em Belém, capital do estado do Pará, no coração da Amazônia, e terá duração de 12 dias. Este será o primeiro evento do tipo sediado em uma cidade amazônica, destacando a relevância da região para o equilíbrio climático global. E o Instituto Sustentabilidade Brasil está acompanhando de perto tudo o que vai ser debatido na COP30.
A 5ª edição do Sustentabilidade Brasil acontecerá de 11 a 14 de junho de 2025, na Praça do Papa, em Vitória, Espírito Santo. Faça sua inscrição clicando aqui.
O que é a COP30?
A sigla COP significa “Conference of the Parties” (Conferência das Partes, em inglês) e refere-se às reuniões anuais dos países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), criada em 1992 durante a Eco-92, no Rio de Janeiro. A COP30, portanto, é a 30ª edição dessa conferência, que reúne líderes mundiais, cientistas, diplomatas, empresas e organizações da sociedade civil para discutir e propor soluções contra o aquecimento global e seus impactos. O evento é um espaço crucial para avaliar o progresso das metas climáticas internacionais e negociar acordos multilaterais.
A escolha de Belém como sede foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda em 2022, durante a COP27, no Egito, e oficializada em 2023, na COP28, em Dubai. A decisão reflete o compromisso do Brasil em posicionar a Amazônia como protagonista no debate climático, destacando sua importância como o maior reservatório de biodiversidade e regulador climático do planeta.
Objetivos da COP30
A COP30 tem como principal objetivo avançar nas negociações globais para conter o aumento da temperatura média do planeta em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, conforme estipulado pelo Acordo de Paris, assinado em 2015. Entre as metas específicas para 2025, destaca-se a apresentação da segunda rodada das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), que são os planos de ação climática de cada país. Esses compromissos devem ser mais ambiciosos que os anteriores, refletindo a urgência de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Além disso, a conferência buscará:
- Fortalecer o financiamento climático: garantir recursos para países em desenvolvimento enfrentarem os impactos das mudanças climáticas e implementarem medidas de mitigação e adaptação.
- Proteger biomas críticos: colocar a preservação de florestas tropicais, como a Amazônia, no centro das discussões, promovendo soluções baseadas na natureza.
- Aumentar a resiliência global: estabelecer indicadores claros para o Objetivo Global de Adaptação, definido na COP28, em 2023, visando a preparar as nações para eventos climáticos extremos.
- Consolidar o mercado de carbono: avançar na implementação do Artigo 6 do Acordo de Paris, que regula a troca de créditos de carbono entre países e o setor privado.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou em recente pronunciamento que a COP30 será um marco para reforçar o papel do Brasil como líder na agenda climática global. Segundo ela, o evento é uma oportunidade para o país demonstrar ações concretas.
Quando e onde será?
A COP30 está agendada para 10 a 21 de novembro de 2025, totalizando 12 dias de duração. O local escolhido é o Hangar Centro de Convenções e o Parque da Cidade, em Belém, que estão sendo preparados com investimentos de cerca de R$ 4,7 bilhões do governo federal, incluindo recursos do BNDES e da Itaipu Binacional. A cidade espera receber mais de 60 mil participantes, entre chefes de Estado, delegações de 193 países, ativistas e representantes do setor privado.
A infraestrutura de Belém vem sendo ampliada para o evento, com obras como o Parque da Cidade, que abrigará as negociações oficiais, e a Vila dos Líderes, um complexo de 500 quartos que será convertido em sede administrativa estadual após a conferência. Apesar dos esforços, desafios como a oferta de hospedagem – atualmente limitada a 18 mil leitos – estão sendo enfrentados com soluções como o uso de navios de cruzeiro e parcerias com o setor privado.
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