Os recursos climáticos internacionais e nacionais devem ser aplicados exclusivamente por meio de projetos técnicos elaborados e executados por profissionais legalmente habilitados. O presidente do Crea-ES, Jorge Silva, fez a avaliação em entrevista ao podcast do Instituto Sustentabilidade Brasil. Ele também reforça a necessidade de ações preventivas, baseadas em pesquisa, extensão rural e planejamento territorial, como forma de reduzir riscos ambientais e sociais.
Silva afirma que as engenharias, a agronomia e as geociências precisam ocupar papel central nas decisões sobre investimentos climáticos, especialmente em áreas como saneamento básico, recuperação de áreas degradadas, reflorestamento, proteção de nascentes e combate à poluição.
A ausência de critérios técnicos na aplicação de recursos, salienta, amplia vulnerabilidades históricas e contribui para a repetição de tragédias ambientais. Ele destacou, ainda, que o planejamento territorial e urbano deve priorizar soluções estruturantes, capazes de reduzir impactos de eventos extremos. “Sem projeto e sem responsabilidade técnica, não há prevenção nem segurança”, afirmou.
A presidente do Crea-PA, Adriana Falconeri reforçou a ideia e disse que, para ela, discutir o clima significa tratar diretamente de projetos, execução e monitoramento técnico. “Tudo depende de engenharia. Não há investimento climático que gere resultado sem projeto bem estruturado”, afirmou.
Adriana Falconeri também enfatizou que a atuação técnica é fundamental para garantir qualidade de vida, segurança e eficiência no uso dos recursos públicos. Segundo ela, a integração entre diferentes áreas do conhecimento fortalece a capacidade do país de conciliar produção, preservação ambiental e inclusão social, evitando decisões baseadas em improviso ou interesses desconectados da realidade territorial.
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