O governo federal lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), iniciativa inédita que vai orientar a expansão da bioeconomia no Brasil na próxima década. Com aporte inicial de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia, o plano busca integrar conservação ambiental, inovação, indústria e inclusão social a partir da biodiversidade brasileira.
A proposta estabelece metas até 2035 para ampliar a participação do país em cadeias globais de valor e alinhar políticas industriais, ambientais e tecnológicas. Entre os objetivos estão apoiar 6 mil negócios comunitários da sociobioeconomia, dobrar o valor da produção da sociobiodiversidade e alcançar 300 mil beneficiários com pagamento por serviços ambientais.
Na agricultura, o plano prevê ampliar em 20% a área cultivada com espécies não commodities e recuperar 12,5 milhões de hectares de áreas degradadas. Também projeta aumento de 70% na produção nacional de biocombustíveis até 2035, chegando a cerca de 76 bilhões de litros por ano.
Na saúde, a meta é elevar a participação de fitoterápicos fabricados no Brasil no mercado farmacêutico nacional e incorporar 15 novos produtos ao Sistema Único de Saúde (SUS). O plano também inclui ações para fortalecer a indústria química de base renovável e estimular o ecoturismo sustentável em 60 Unidades de Conservação.
Segundo o governo, os R$ 350 milhões iniciais devem beneficiar ao menos 60 cooperativas e mais de 5 mil famílias na Amazônia, com foco em inclusão produtiva, pesquisa e valorização de conhecimentos tradicionais.
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