
Mariana, Minas Gerais, 5 de novembro de 2015. Passava um pouco das 16h quando uma barragem, chamada de “fundão”, rompeu e despejou rejeitos de minério de ferro sobre uma comunidade inteira. A avalanche de lama matou 19 pessoas e deixou outras três desaparecidas até hoje.
Na época, 600 pessoas ficaram desabrigadas e 1,2 milhão sem acesso à água potável. As terras, rios e mananciais foram atingidos com 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos, que se espalharam por 49 municípios em Minas Gerais e Espírito Santo. A lama percorreu de 663 km até atingir o mar.
Quase dez anos após a catástrofe ambiental, muitas perguntas permanecem sem respostas definitivas, e a vida dos atingidos continua marcada pela tragédia. Ainda é incerto quando a contaminação do Rio Doce e de parte do Litoral Norte do Espírito Santo, onde o rio deságua no mar, chegará ao fim. Contudo, é correto afirmar que será necessário muito trabalho para isso.
Neste cenário, sob a batuta de Guerino Balestrassi, surge a Secretaria de Recuperação do Rio Doce. Engenheiro, professor e ex-prefeito de Colatina por três vezes, ele desempenhou um papel crucial na preservação e recuperação da bacia hidrográfica. Ele fundou e presidiu o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e atuou como representante do Comitê Interfederativo do Espírito Santo (CIF-ES), órgão fundamental na orientação das ações da Fundação Renova.
Em entrevista ao Sustentabilidade Brasil, no contexto do Dia Mundial da Água, comemorado neste sábado (22), Guerino fala dos desafios, ações e investimentos que serão feitos ao longo dos anos.
Confira:
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