SustentaCast: preservação e produção andando lado a lado

No podcast da Casa Sustentabilidade Brasil, o tema foi preservação, produção de alimentos e falta de cumprimento de compromissos climáticos

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, levou à Casa Sustentabilidade Brasil, durante a COP30, em Belém, uma mensagem direta. Ele afirma que o Brasil é um dos maiores exemplos de sustentabilidade do mundo e precisa ser tratado com respeito pelos países desenvolvidos. Para ele, que participa da conferência há vários anos, os compromissos firmados pelas nações ricas não têm sido cumpridos.

Em entrevista ao podcast SustentaCast, na Casa Sustentabilidade Brasil, o governador afirmou que Mato Grosso representa hoje um dos maiores cases do agronegócio brasileiro. Segundo ele, o estado lidera a produção nacional de soja, milho, algodão, carne bovina, etanol de milho e biodiesel. Mesmo assim, destacou, o estado preserva cerca de 60% do território. Esse índice, segundo ele, nenhum grande produtor de alimentos no mundo consegue igualar.

Mato Grosso e COP30

Dessa forma, durante a conversa, o governador reforçou que a pressão internacional sobre o Brasil ignora a realidade da produção sustentável do país. Além disso, não levam em conta a responsabilidade histórica das nações desenvolvidas nas emissões globais. Assim, ele criticou o uso de carvão e petróleo por esses países e cobrou a entrega dos US$ 100 bilhões anuais prometidos para apoiar ações climáticas. “Não é com migalhas, não é com troco”, afirmou. “Eles precisam cumprir o compromisso que eles mesmos assinaram”.

Assim, ao avaliar a COP30, reconheceu o esforço do Governo do Pará na organização do evento. No entanto, observou que a eficácia da conferência depende menos da infraestrutura e mais da capacidade de gerar resultados concretos. “O que importa é qual a mensagem que daqui nós sairemos para o mundo”, disse. O recado, afirmou, é claro: o Brasil precisa ser valorizado pela contribuição que oferece ao planeta, e preservar tem custo. “Se nós estamos dando uma contribuição ao planeta e isso custa um sacrifício aos brasileiros, isso tem que ser remunerado”.

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