Mutirão Sustentável reúne comunidades, jovens e gestores na Ufes

Formação acontece nos dias 7 e 8 de maio, em Vitória, com debates sobre justiça climática, governança, economia verde e soluções territoriais

Saberes dos territórios, justiça ambiental e soluções climáticas estarão no centro do Mutirão Sustentável, formação que será realizada nesta quinta-feira (7) e sexta-feira (8), na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória. O encontro reunirá comunidades tradicionais, juventudes, agricultores familiares, gestores públicos e lideranças locais em torno dos desafios impostos pela crise climática.

A programação será realizada no auditório Manoel Vereza, no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), no campus Goiabeiras da Ufes. A proposta é aproximar experiências locais dos debates sobre desenvolvimento sustentável e fortalecer a construção coletiva de respostas a partir dos territórios.

O Mutirão Sustentável é coordenado pela Plataforma CIPÓ, em parceria com a Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O projeto é viabilizado por emenda parlamentar da deputada federal Jack Rocha.

Na quinta-feira, as atividades começam às 13h, com acolhimento, recepção e instalação. Em seguida, haverá a sessão de abertura, com participação da deputada federal Jack Rocha; do reitor da Ufes, Eustáquio Vinícius de Castro; e da diretora-executiva adjunta da Plataforma CIPÓ, Mariana Rondon.

Ainda na quinta-feira, a programação inclui a sessão magna “Pós-COP30: como tem avançado a agenda de clima no mundo, no Brasil e no Espírito Santo?”, com Marcele Oliveira, jovem campeã do Clima da Presidência da COP30. Também estão previstas uma dinâmica temática sobre a articulação entre as escalas global e local e a sessão “Entendendo a Governança Climática e os ODS”.

Na sexta-feira, a agenda começa às 8h, com recepção, boas-vindas e apresentação da dinâmica contínua “Panela de Barro”. Na sequência, será realizada a sessão “Do Global ao Local: a crise climática e seus impactos desiguais no Espírito Santo”, com mediação de Flávia dos Santos, da Associação de Produtores Rurais Quilombola do Córrego Angelim.

A programação do segundo dia também inclui debates sobre transformação ecológica, nova economia, soluções climáticas e tecnologias verdes. Entre os temas previstos estão os impactos desiguais da crise climática no estado, a valorização dos saberes locais e as estratégias para implementar ações ambientais de forma prática nos territórios.

Segundo a organização, a proposta é conectar saberes locais e mecanismos de atuação em diferentes escalas, desde as comunidades até as agendas nacionais e internacionais. O objetivo é fortalecer a capacidade de incidência dos participantes diante dos desafios impostos pela crise climática.

O encontro também busca trazer ao Espírito Santo os desdobramentos das discussões globais sobre clima no cenário pós-COP30. A ideia é estimular a articulação entre atores locais e ampliar o engajamento social na agenda ambiental, com foco em soluções construídas de forma coletiva e contextualizada.

A iniciativa dá continuidade a uma primeira etapa realizada em novembro do ano passado, quando um encontro em Vitória reuniu especialistas, representantes de comunidades e integrantes do poder público para discutir o papel do Espírito Santo na agenda climática. Agora, o mutirão avança com uma abordagem mais prática e formativa, ampliando a participação e o alcance das ações.

Serviço

Mutirão Sustentável
Quando: 7 e 8 de maio de 2026.
Onde: auditório Manoel Vereza, CCJE, campus Goiabeiras da Ufes, em VitóriaPúblico: comunidades tradicionais, juventudes, agricultores familiares, gestores públicos, lideranças locais e interessados na agenda climática.

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