O presidente do Instituto Sustentabilidade Brasil (ISB), Elias Carvalho, participou, na última quarta-feira (18), de dois eventos centrais para a agenda ambiental brasileira, em Brasília: o lançamento do novo mapeamento dos manguezais e do Plano Clima 2024–2035, além da apresentação da segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, elaborado pelo Centro Brasil no Clima (CBC).
Pela manhã, o governo federal apresentou a atualização do mapeamento dos manguezais brasileiros, que identificou 1.229.644 hectares desses ecossistemas ao longo da costa do país. O levantamento integra o Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Manguezais (ProManguezal) e passa a orientar políticas públicas, monitoramento ambiental e ações de adaptação climática.

Os dados reforçam a importância estratégica dos manguezais para o equilíbrio climático e a proteção da biodiversidade. Segundo o estudo, cerca de 82% dessas áreas já estão protegidas por Unidades de Conservação, e estados como Maranhão, Pará e Amapá concentram as maiores extensões do ecossistema. A iniciativa também está diretamente conectada ao Plano Clima, principal instrumento nacional para enfrentar a emergência climática e orientar a transição para uma economia de baixo carbono.
“O compromisso do Brasil com o oceano e os sistemas costeiros também se concretiza por meio da criação de unidades de conservação, sejam elas de uso sustentável ou de proteção integral”, reforçou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
No mesmo evento, o Plano Clima 2024–2035 foi apresentado como a base da política climática brasileira. O documento estabelece metas ambiciosas, como a redução de até 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2035 e a neutralidade climática até 2050, alinhadas ao Acordo de Paris.
Já no período da tarde, Elias Carvalho acompanhou o lançamento do 2º Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, que traça um panorama da governança climática no país. O estudo revela avanços, mas expõe fragilidades: apenas quatro estados brasileiros possuem planos climáticos completos, com metas de mitigação e adaptação bem estruturadas.
O relatório também aponta que o Brasil enfrenta uma escalada de eventos extremos. Em 2024, foram registrados 4.699 desastres climáticos, com prejuízos estimados em R$ 38 bilhões, evidenciando a urgência de acelerar políticas públicas e investimentos em resiliência.
A presença do presidente do ISB nos dois lançamentos reforça a conexão entre ciência, políticas públicas e sociedade civil no enfrentamento das mudanças climáticas. Enquanto o mapeamento dos manguezais representa um avanço técnico e ambiental, o anuário evidencia que o país ainda precisa acelerar a governança climática para responder à crescente intensidade dos impactos ambientais.
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