A Casa Sustentabilidade Brasil encerra, nesta quarta-feira (19), dez dias de intensa mobilização em torno da agenda climática. Instalada a 600 metros da COP30, a Casa abriu as portas no dia 9 e, desde então, recebeu gestores públicos, lideranças indígenas e quilombolas, pesquisadores, instituições financeiras, empreendedores, estudantes e representantes do setor produtivo. O objetivo foi um só: promover diálogos qualificados, conexões e propostas concretas para acelerar a ação climática no país.
A programação ocupou auditórios e estúdio com dezenas de atividades, entre painéis, fóruns, podcasts, debates temáticos, lançamentos e intervenções culturais. As discussões abordaram temas estruturantes da transição sustentável, como justiça climática, tecnologias geoespaciais, monitoramento ambiental, crédito de carbono, agroecologia, combate ao desmatamento, governança climática e inovação voltada às cidades resilientes.
O ritmo da Casa
Os dez dias reuniram experiências que atravessaram diferentes perspectivas do desenvolvimento sustentável. Entre elas, debates sobre justiça racial, climática e de gênero, painéis que apresentaram tecnologias geoespaciais aplicadas à fiscalização ambiental, fóruns nacionais dedicados ao impacto dos agrotóxicos e transgênicos, diálogos sobre transição energética, encontros sobre empreendedorismo climático, e discussões sobre educação ambiental e engajamento comunitário.
A programação também destacou lançamentos importantes, como o Relatório Técnico Integrado – Diálogos e Contribuições da Conferência Sustentabilidade Brasil 2025. O documento sintetiza as propostas e recomendações construídas a partir de mais de 100 horas de debates durante a Conferência Sustentabilidade Brasil, em junho deste ano, no Espírito Santo.
SustentaCast ampliou debates
Transmitido diretamente do estúdio montado na Casa, o SustentaCast reforçou o propósito de difundir conhecimento e democratizar o acesso aos debates sobre as mudanças climáticas. Passaram pelo programa lideranças como Felipe Rigoni (secretário de Meio Ambiente do Espírito Santo), Luciana Oliveira e Camila Aragão (Rede Vozes Negras pelo Clima), Jorge Silva (Crea-ES), Pamela Tofolli, Mirella Santana e Yasmin Duarte (Afeag), Fábio Bertollo (ES Gás), Bruno Padovesse (Assoprovida), além de gestores, especialistas e representantes de organizações que atuam em educação, engenharia, inovação, energia limpa e governança climática.
Dessa forma, os episódios ofereceram um panorama abrangente dos desafios e das oportunidades do Brasil na transição sustentável, consolidando o SustentaCast como uma das principais plataformas de conteúdo sobre sustentabilidade.
“A Casa Sustentabilidade Brasil nasceu para ser um ponto de encontro entre experiência técnica, saber tradicional e inovação social. Nela, mostramos que o Brasil tem caminhos concretos para liderar a ação climática global, mas essa liderança só existe quando nasce do diálogo entre territórios, comunidades, instituições e ciência. Assim, a Casa cumpre seu papel ao criar pontes e oferecer um espaço em que diferentes vozes pudem se ouvir, divergir, construir e propor. O legado que entregaremos aqui não é apenas de eventos, mas de conexões e compromissos que vão continuar muito além da da Casa e da COP30”, afirma Elias Carvalho, presidente do Instituto Sustentabilidade Brasil.
Referência na agenda climática
Assim, com auditórios cheios, debates qualificados e intercâmbios internacionais, a Casa Sustentabilidade Brasil se firmou como um dos principais espaços paralelos da COP30. Ao conectar inovação, governança pública, diversidade, educação e tecnologias emergentes, a programação mostrou a força do Brasil na construção de soluções climáticas baseadas em evidências, justiça social e participação cidadã.
O movimento iniciado no dia 9 se encerra no dia 19, mas suas articulações permanecem vivas e impulsionando novas agendas, fortalecendo redes e ampliando a presença do Brasil no centro das transformações socioambientais globais.
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