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ESPERANDO A TRANSPOSIÇÃO

Meio Ambiente


23/6/2017

Mauro Benevides, Jornalista e deputado
Mais de uma vez, já me tenho ocupado do andamento das obras de Transposição do Rio São Francisco, registrando pequenos avanços, como o da Paraíba e reclamando o cumprimento do cronograma em relação ao Ceará, tornando-me intérprete de uma ansiedade que dominam os meus cinestaduanos da região do Cariri, em área que é básica para a concretização de algo fundamental destinada reduzir o impacto das secas periódicas, que assolam o Polígono, como tem ocorrido há um quinquênio.
Ministros sucedem, nos Governos respectivos, anunciando a conclusão dos trabalhos, habitualmente interrompido à falta de liberação de recursos, o que irrita os nossos conterrâneos, frustrados por uma delonga que se arrasta há nove anos, com tênue planificação para o seu término, delongado, quase sempre, diante da retenção de recursos que seriam – mas não o foram – liberados no tempo oportuno.
Algumas empresas construtoras já se desfiliaram do contratado para a ciclópica tarefa, quase sempre à falta de cumprimento do cronograma estabelecido, o que atrasa inevitável o prosseguimento das tarefas subdivididas, em destinações especificadas, nos contratos, emanados de licitações efetuadas em cada época.
É inegável que o Ministro Helder Barbalho tem-se esforçado nessa empreitada, buscando do Poder Central autorização para as desembolsadas quantias orçamentárias, quando sempre retidas, em desembolso que se arrastam, inevitavelmente, gerando frustração por entre os que sonham com a conclusão da obra do século.
A Transnordestina é outro empreendimento que experimenta, igualmente, delongas inadmissíveis, ligando o Porto de Pecém, no Ceará, ao de Suape, em Pernambuco, iniciativa a cargo, também, do Governo Federal, sem previsão de termo, à falta ou de melhor planejamento ou da sempre alegada falta de recursos.
A sonhada Refinaria, no Pecém, nada mais foi do que uma mera ilusão perdida, em consequência do chamado “Petrolão”, inserida no embalo de incontida frustração, sabido que o governo do Estado do Ceará – no que lhe era reclamado – tudo fez, com dispêndios de seu respectivo Erário, como diria o cancioneiro popular “em meio a perdidas ilusões, remanescendo apenas a frustração de um sonho acalentado por várias gerações.
São novelas que se arrastam em capítulos sequenciados, que nunca chegam ao final, o que nos permite parafrasear o saudoso Padre Antônio Tomás, de que “as esperanças vão ficando atrás...”

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fonte: www.frentesparlamentares.com.br

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