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Encontro debate técnicas no setor de espumas

Meio Ambiente


17/4/2017

Estão abertas até 12 de maio as inscrições para o seminário gratuito que discutirá alternativas às substâncias que afetam a camada de ozônio
Os profissionais do segmento de isolamento térmico em geladeiras e outros artigos poderão participar de evento promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) sobre o tema. Estão abertas até 12 de maio as inscrições para o seminário Formulação para Espumas Rígidas de Poliuretano, que será realizado entre 24 e 25 de maio em São Paulo. O encontro aprofundará técnicas alternativas ao uso de substâncias que destroem a camada de ozônio, encontradas no processo industrial desse setor.
Gratuito, o evento é realizado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM). Serão 60 vagas. Os interessados deverão enviar o formulário preenchido para o e-mail matheus.ranna@undp.org. Caso o número de inscritos exceda o número de vagas, serão permitidos no máximo dois participantes por empresa. Caso restem vagas, a inscrição será realizada por ordem de chegada.
O aprofundamento técnico proposto pelo evento considera o cenário atual de eliminação do Brasil dos hidroclorofluorcabono (HCFCs). Essas substâncias têm o potencial de destruir a camada de ozônio, responsável por filtrar a radiação solar nociva para a população. Para conter riscos como câncer de pele e envelhecimento precoce, os HCFCs e outros compostos com esse potencial são, atualmente, controlados pela comunidade internacional.

PROGRAMA

O Brasil implementa, desde 2010, o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), dividido em três fases. “O PBH definiu as ações brasileiras para a eliminação do consumo dos HCFCs no país em diferentes setores, dentre os quais, o setor de espumas de poliuretano”, explica a analista ambiental Tatiana Oliveira. Atualmente, o país está na reta final da primeira etapa, que prevê a eliminação de 168,8 toneladas de Potencial de Destruição do Ozônio (PDO) de HCFC-141b no setor de espumas.
Mais de 177 empresas passaram pelo processo de conversão com recursos da primeira etapa do PBH, em especial as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). “O foco da Etapa II, que teve início em 2016, são as empresas que produzem as espumas rígidas de poliuretano e irá beneficiar, até 2020, aproximadamente 750 empresas desse setor, particularmente as micro, pequenas e médias”, explica o assessor técnico do PNUD, Rafael Moser.
“A melhor forma de o setor contribuir para o meio ambiente é trabalhando com agentes de expansão que, além de não afetarem o aquecimento global, também não sejam prejudiciais para a camada de ozônio”, afirma Marcelo Fiszner, presidente da Comissão Setorial de Poliuretano da ABIQUIM.

SAIBA MAIS

A camada de ozônio protege a vida na Terra contra radiações ultravioletas, associadas a doenças como câncer de pele e danos à fauna e à flora. Aberto em 1987, o Protocolo de Montreal é um acordo entre 197 países para eliminar gradativamente substâncias nocivas ao ozônio. Entre elas, estão os clorofluorcarbonos (CFCs), antes encontrados em geladeiras, e os HCFCs.

O Brasil aderiu ao Protocolo de Montreal em 1990 e, em 2010, zerou o consumo dos CFCs. Embora tenham menor potencial de degradação da camada de ocônios, os HCFCs também devem ser substituídos na indústria por outros compostos químicos. Além dos equipamentos de refrigeração e ar-condiconado, os HCFCs são usados em produtos com espumas em geral, como colchões, estofados e volantes de carro.


SERVIÇO:
Seminário Formulação para Espumas Rígidas de Poliuretano
Inscrições: Até 12 de maio, com envio do formulário preenchido para o e-mail matheus.ranna@undp.org
Data: 24 de 25 de maio
Local: São Paulo


www.contato@sustentabilidadebrasil.com
(61) 99357-4803



fonte: MMA

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