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PRENÚNCIO DE INVERNO

Meio ambiente


24/1/2017

Mauro Benevides, Jornalista e deputado
As primeiras quedas pluviométricas no Ceará trouxeram expectativa auspiciosa em relação à quadra invernosa do corrente exercício, após quatro anos de seca implacável, esvaziando reservatórios, inclusive os de grande porte, no Ceará, ao nível de volume morto, prejudicando, irrecuperavelmente, as raras plantações e gerando um quadro de dolorosa expectativa entre os rurícolas.
Pela crendice popular, o março do dia de S. José – 19 de março – passou a ser o marco sinalizador de uma quadra promissora, pondo fim à escassez dramática, desesperando os rurícolas e reclamando do Poder Público uma ação mais vigorosa, com vista a fazer ressurgir as expectativas favoráveis sonhadas pelos homens do Sertão castigado por fase que perdura já há quatro exercícios, sem vislumbre de qualquer alternativa indicadora de inverno.
A transposição das Águas do Rio São Francisco volta a experimentar nova interrupção, em que pese o esforço do Ministro da Integração, Helder Barbalho novamente a braços com retardamento dos dispêndios programados, o que desestimula o elenco de construtoras, atuando no Polígono, sem o ímpeto de trabalho que tornasse previsível o término de um empreendimento de incomensurável significação para o polígono, alcançado já por uma carência hídrica no espaço de quatro anos, quando os carros pipa buscam atenuar o padecimento dos rurícolas, sem plantações renascendo e o rebanho sendo dizimado de maneira lastimável.
Os Governos Estaduais já exauriram as disponibilidades orçamentárias, restando ao Poder Central acudi-los com liberação de recursos ao DNOCS e das Entidades, clamando por ajuda enviada de Brasília, por determinação do próprio Presidente da República, Michel Temer.
Os Prefeitos, recém empossados, encontraram os cofres vazios, à espera de que o Tesouro Nacional se disponha a colaborar, mais generosamente, sem o que assistiremos ao êxodo inevitável, a exemplo do que ocorria em etapas anteriores, numa saga de sofrimento, no passado representado pela migração de agricultores para o Amazonas e outros Estados na região Norte.
A SUDENE, idealizada pelo saudoso Juscelino Jubischeck, planeja a reabilitação de extensa área, com planos que, através do DNOCS, Codevasf e Banco do Nordeste não dispõem de estrutura financeira capaz de soerguer os nove Estados, que integram o chamado Polígono das Secas.
Está na hora de o Poder Central buscar alternativas viáveis com presteza e generosamente, a fim de que não repitamos outros momentos de sofrimento e angustia de alguns milhões de compatrícios ali radicados.
As lideranças políticas têm o dever de mobilizarem junto aos Poderes constituídos a fim de que não se ampliem essas dificuldades conjunturais, ora ainda acentuadas, apesar do empenho dos nossos governadores.

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fonte: www.frentesparlamentares.com.br

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