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ÁGUA DESCARTADA DE AR CONDICIONADO PODERÁ VIRAR ALTERNATIVA DE ABASTECIMENTO

Substitutivo foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara


10/1/2017

O deputado Luiz Lauro Filho (PSB-SP), defende que o aproveitamento da água proveniente de fontes alternativas deve ser pensado de forma integrada
A Comissão Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta (projeto de lei 4060/2015) para estabelecer que a água descartada por aparelhos de ar condicionado seja considerada fonte alternativa para o abastecimento de casas e prédios, assim como as águas de reuso, de captação pluvial e outras fontes. O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) para o texto original do deputado licenciado Sarney Filho, que obrigava o reaproveitamento da água gerada pela condensação dos aparelhos de ar condicionado.

O relator na Comissão de Meio Ambiente, deputado Luiz Lauro Filho (PSB-SP), argumentou que o aproveitamento da água proveniente de fontes alternativas deve ser pensado de forma integrada, considerando a eficiência energética das diversas fontes. É que, dependendo da estrutura existente, sairia mais caro fazer a drenagem da água dos aparelhos de ar condicionado. Luiz Lauro Filho retirou, portanto, a obrigatoriedade do reaproveitamento.

“Porque em alguns lugares o custo disso é muito elevado para que as pessoas que já possuem os aparelhos, elas façam as alterações. Eu acho que este projeto é um projeto de impacto, mas ele é mais importante para o fomento do assunto, da discussão de novas possibilidades, do que um projeto punitivo.”

O presidente da Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais, Marcus Vinícius de Souza, disse que a ideia de reaproveitar a água dos aparelhos de ar condicionado já vem sendo colocada em prática em alguns municípios. Ele explicou que ela pode ser usada para molhar jardins ou para limpeza.

“Aqui em Brasília mesmo, nos ministérios e nos anexos, tem muitos moradores de rua que lavam carros, aproveitando a água que cai do sistema do ar-condicionado desses prédios. Eu tive a oportunidade de conversar com um deles e ele disse que pega até 15 baldes por dia, com 18 ou 20 litros cada, e já dá para lavar mais de dez carros.”

Segundo o engenheiro, a captação dessa água também evita a formação de ambientes de proliferação do mosquito que transmite a dengue e outras doenças.

A proposta será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça.

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fonte: Agência Câmara Notícias

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